::17/4/2010 => A recente inauguração da ponte que liga os municípios de Passos e São João Batista do Glória pode ser vista sob diferentes ângulos, conforme o enfoque que se pretende destacar.
Vista sob o aspecto econômico, dir-se-ia que ela facilitará a circulação de riquezas e, com isso, trará inegáveis benefícios não só para as duas cidades interligadas, mas também para tantas outras que se serviam da travessia do Rio Grande. È inquestionável a facilitação do fluxo desenvolvimentista que a grande obra irá proporcionar.
Como o turismo é uma das alternativas de progresso e exploração econômica, em especial para as pequenas comunidades, é certo também que nesse sentido, a co-irmã São João Batista do Glória se beneficiará com o impacto gerado pela ponte que pode ser chamada de travessia do desenvolvimento.
A questão da ponte admite, lado outro, uma reflexão sobre a contribuição da engenharia como fator que favorece a aproximação de pessoas. È o lado humanizante da tecnologia avançada empregada na construção da travessia, em tempo recorde, registre-se.
De fato, estradas e pontes, como obras de engenharia precisam ser vistas por esse lado social e humano que favorece o relacionamento entre pessoas. A criação em 1975, da Faculdade de Engenharia da nossa Fesp, por um grupo de homens de visão, representa, nesse contexto, extraordinária contribuição para que se pudesse ver, além do cimento, das máquinas, da mão de obra e da própria tecnologia empregada, que mais importante que tudo isso é a possibilidade de pessoas se aproximarem com mais facilidade.
Há, entretanto, um terceiro aspecto que precisa ser destacado nesse momento em que já se nota movimentação de partidos políticos no processo de escolha de seus candidatos a presidente, governador e, principalmente, deputados estadual e federal.
O destaque político tem dupla finalidade: 1ª)chamar a atenção dos eleitores de que toda ação política, notadamente, aquela destinada a resolver grandes anseios da população, desafiam soluções políticas. E a razão é simples: Os recursos públicos, nas três esferas, estão concentrados nos grandes orçamentos e sua destinação depende de ações políticas determinantes; 2ª) Os partidos políticos da cidade e da região devem escolher bem seus candidatos, aqueles que são capazes e têm demonstrado comprometimento e trabalho em favor do bem comum. Vale dizer: candidatos que reúnem condições de se elegerem. O ideal seriam poucos candidatos para que não houvesse dispersão de votos e não continuássemos à míngua de deputados, cuja influencia é determinante na destinação das verbas e dotações orçamentárias. Temos que criar juízo, pois a cidade e região já perderam muito.
A oportunidade está posta para que lideranças políticas e eleitores reflitam e decidam sobre o que de melhor podemos fazer por Passos e região. Vamos construir pontes!
fonte:Folha da manhã |